Incidência de câncer linfático dobrou nos últimos dez anos
A notícia que a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef está fazendo tratamento contra um câncer no sistema linfático, ganhou destaque na mídia recentemente e chamou a atenção para uma estatística alarmante. Nos últimos dez anos, a incidência de linfomas (tumores nos gânglios) praticamente dobrou no país.  De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são quatro novos casos por ano para cada 100 mil habitantes. Estudos relacionam a alta incidência da doença à poluição, exposição à produtos químicos e hábitos de vida.
De acordo com informações do Instituto Nacional de Câncer (Inca), linfomas são neoplasias malignas nos linfonodos (gânglios), órgãos importantes no combate a infecções, responsáveis, dentre outras funções, pela defesa natural do organismo contra infecções.
O diagnóstico precoce é vital para o combate à doença. O sintoma inicial mais comum deste tipo de câncer, é o aumento indolor dos linfonodos, principalmente no pescoço, mediastino (região localizada entre o pulmão e o coração), abdome, virilha ou axila, como foi o caso da ministra Dilma. Outros sintomas podem incluir febre, suor, mais comum à noite, perda de peso e coceira.
Pessoas acima de 60 anos, faixa etária mais atingida pelo câncer linfático, devem consultar regularmente o médico. Uma boa qualidade de vida e exames periodicos garantirantiram à ministra maiores chances de cura e um tratamento quase indolor.
As causas do crescimento do número de casos de câncer do sistema linfático ainda são desconhecidas. Especialistas do Inca apontam alguns fatores que podem estar aumentando gradativamente o risco da doença. Pessoas com deficiência de imunidade, por exemplo, têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma.
Segundo informações do Inca, os linfomas também estão ligados à exposição a certos agentes químicos ou altas doses de radiação. Os linfomas são classificados em 4 estágios, de 1 a 4. No estágio 1, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio 4, há envolvimento disseminado dos linfonodos. Na maioria dos casos de linfoma, o tratamento é feito com quimioterapia ou radioterapia.
A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, conforme o tipo de linfoma. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certas partes do organismo mais propensas à recaída.
A radioterapia e os esquemas de quimioterapia empregados regularmente trazem riscos para os pacientes após o tratamento. Entre os mais importantes estão o desenvolvimento de outros tipos de câncer (mama, pulmão, tireóide, linfomas e leucemias) e possível infertilidade. No entanto, estes riscos não são suficientemente grandes a ponto de se questionar o uso dessas formas de tratamento, visto que a Doença de Hodgkin é curável se tratada adequadamente. Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento, com consultas periódicas cujos intervalos podem ir aumentando progressivamente.
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